Top 5 – Coisas que não gosto em Dublin

É, o intercâmbio não é feito apenas de maravilhas. Apesar de amar Dublin e de ter certeza de que quero renovar meu visto, existem cinco aspectos que me fazem revirar os olhos só de imaginá-los. Confira! ;)

Vento – Sempre morei em cidades quentes e não entendia como alguém podia reclamar disso. Aqui, o vento dói. Não importa o quanto você se agasalhe, ele vai encontrar uma brecha disponível. Pra mim, o mais impressionante foi quando eu pude senti-lo entrando pela manga do casaco e me fazendo sentir frio nos três centímetros de pele que minhas luvas não cobriam (por isso que é importante escolher um casaco que vede os punhos, mas isso é assunto pra outro post). Luvas de linha também são um prato cheio: lhe fazem pensar que não está usando nada e as pontas dos dedos ficam dormentes e doloridas de frio, especialmente se você anda de bicicleta.

Pedalar na chuva e/ou no vento – Não importa se você usa um traje à prova d’água, você chegará molhado em algum grau. Sem falar no calor, afinal, se a água não entra, a água não sai e a pele não respira (tudo um eufemismo pra evitar dizer: “você ficará suado. Eugh!”).  Pedalar no vento também traz contratempos: os olhos lacrimejam, o nariz escorre e, quando a ventania está na direção contrária, pernas pra que te quero. Se o vento lhe pega de lado, especialmente em cruzamentos, redobre a atenção e segure o guidão com firmeza.

tumblr_mbiz5eM4LB1qbutgno1_500

Em certa ocasião, com a cestinha cheia de compras e em um dia de alerta amarelo para ventos fortes, uma rajada lateral quase me jogou na calçada duas vezes. Resultado: desci da bicicleta e fui empurrando até o fim da rua.

Fila do supermercado – Há controvérsias. As filas andam rápido, mesmo quando a compra é grande e a explicação para isso está nos caixas. Aqui é velocidade cinco do créu, o que significa não esperar muito até a sua vez (bom) e só ter o tempo de sacar o cartão, inserir na máquina e digitar sua senha (ruim). Se você for lerdo não for sagaz nessa missão, seus itens começam a acumular com os do próximo cliente e todo mundo fica te olhando com essa cara:

supermercado marina
“Vai logo!”

Aqui não tem empacotador e aquela abundância de sacolas plásticas, então é preciso saber organizar suas compras de maneira sábia, para aproveitar o(s) espaço(s) da melhor forma possível. Normalmente as pessoas enfiam tudo de qualquer jeito e depois vão para um balcão separado para arrumar a bagunça.

Motoristas de ônibus – Provavelmente devem ter um módulo especial sobre “como destratar passageiros” no curso preparatório para ser motorista de ônibus em Dublin. Lógico que não dá pra generalizar, mas os motoristas normais são raridade e os amigáveis são espécie em extinção. Fica a dica: se o ônibus está no ponto e você vem correndo de encontro a ele, acenando e dando cambalhotas, não adianta ter muitas esperanças se o último passageiro já embarcou, pois ele irá seguir em frente sem ao menos esperar cinco segundos, mesmo tendo feito contato visual com você – preciso dizer que a pessoa em questão fui eu?

legal
Valeu, mano!

Em outra ocasião, peguei um ônibus cujo motorista não parava nos pontos se nenhum passageiro fosse descer, mesmo que tivessem pessoas fazendo sinal, querendo entrar. E isso só pra ficar nesses dois casos que aconteceram comigo.

Lojas fecham cedo – Quem chega por aqui acostumado com os shopping centers do Brasil, onde as lojas ficam abertas até às 22h, leva um susto ao andar pelo centro depois das 19h. O cenário é esse:

feno

A Penneys costuma fechar às 20h e os supermercados encerram as atividades por volta das 21-22h. Ou você se programa pra ir mais cedo ou deixa pro fim de semana.

Bônus: Camadas e mais camadas de roupa – Imagine que você está na sua casa, no Brasil. Faltou fermento pro bolo e você precisa ir no supermercado. Normalmente é só calçar um chinelo e ir no mercadinho do bairro. Dez minutinhos e o perrengue tá resolvido. Transfira a situação para cá: é preciso vestir duas camadas de roupa, casaco, meia, TÊNIS/bota/galocha e ir às compras. Preguiiiiiiiça…

Ainda assim, comparadas à violência e centenas de quilômetros de engarrafamentos, essas desvantagens são um nada. Viver em Dublin tem sido muito bom e eu adoraria que minha família toda pudesse morar aqui durante algum tempo. São tantas vantagens que esse post terá continuação: 5 coisas que eu amo em Dublin. :D

7 Comentários


  1. Adorei seu texto! Você escreve muito bem! Parabéns! Ps: ñ é só vc que é “lerda” no supermercado.. Eu tbm sou! rsrsrs

    Responder

  2. Adorei o post. Vc escreve muito bem. Adoraria ter o mesmo dom. PARABÉNS!
    Adriana.

    Responder

  3. Menina e não é que realmente esses são os top five das chatices da ilha??? As usual, texto maravilhoso!!! bjoooo

    Responder

  4. Ô, sua linda, que saudade!
    Se você soubesse o calor que está fazendo no Brasil (aliado à falta d’água)… Os defeitos daí dão uma inveja danada a quem está aqui!

    Responder

  5. Eita!
    São cinco coisas, mas são bem significativas, hein?
    Pra mim, acho que as piores são a 2ª (pedalar na chuva e/ou no vento) e a 5ª (as lojas fechando cedo). Agora, preciso confessar que, mesmo aqui no Brasil, eu olho feio pras pessoas lentas no caixa do supermercado… Hahahahaha!

    Responder

Deixe uma resposta